sexta-feira, 5 de março de 2021

Politicamente correto na Igreja...

     Politicamente correto. Esse é um termo bastante utilizado nos meios de comunicação. Mas o que  isso significa? A origem da expressão estaria especialmente ligada à maneira correta de se falar em determinados ambientes. Seria como uma “regra de etiqueta” para se expressar em alguns ambientes sociais. O termo definiria como as pessoas deveriam se portar, como deviam se vestir e principalmente como deviam falar em certos lugares. Em nossos dias, o termo “politicamente correto” é usado para descrever expressões, políticas e ações que evitam ofender ou excluir determinados grupos de pessoas que são vistos como desfavorecidos e marginalizados. Segundo essa compreensão, qualquer palavra, discurso ou pensamento jamais deve desagradar alguém.

            O Politicamente Correto está presente na sociedade e parece ter um ar de bondade e de conciliação, mas não se deixe enganar! O Politicamente Correto fere o princípio da liberdade de expressão. É uma forma de censura ao pensamento, inibe a sua prática em nome de um falso bem.

            O Politicamente Correto é uma corrente do relativismo que prega que não há uma verdade absoluta, e sim um subjetivismo, que ensina que qualquer visão é verdadeira. Assim, tudo dependeria da percepção que cada indivíduo tem sobre determinado tema ou religião. Em meio à isso surge o relativismo moral como teoria filosófica, que defende a eliminação dos valores tradicionais, onde a moral e a ética são tão subjetivas e inúteis quanto uma opinião sobre qualquer assunto.

            Segundo o Politicamente Correto, não existe uma verdade absoluta. Desta forma, todas as religiões seriam boas e poderiam levar à salvação. A indiferença religiosa surge nesse contexto onde tudo é subjetivo, ou seja, depende da compreensão de cada pessoa sobre determinada religião ou assunto de fé. Quando o Politicamente Correto invade o ambiente da Igreja, temos graves problemas!

            A Palavra de Deus é a verdade, única norma de fé e vida. “Todas as tuas palavras são verdadeiras; os teus mandamentos são justos e duram para sempre.” (Sl 119.160). O Politicamente Correto restringe que a Palavra de Deus seja pregada com toda a sua pureza. O Politicamente correto restringe a pregação da Lei que acusa o pecado, e do Evangelho que aponta para a salvação por meio da obra de Cristo. O cristão é santificado por graça e amor de Deus revelados nesta Palavra. “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

            O pecado existe, mas os cristãos e a própria Igreja não devem se calar diante dele. O próprio Jesus não era politicamente correto. Suas atitudes e palavras não agradaram à todos. Ele tinha compromisso apenas com a verdade do Pai. Jesus foi verdadeiro em tudo que fez. Assim como mandou amar o inimigo, também chamou os fariseus do que eles realmente eram, hipócritas, raça de víboras, cães e porcos (Mt 12.34). Jesus não teve receio em expulsar os vendedores do templo (Mt 21). Por isso, aquele que ama não se cala diante do engano, da mentira, do erro e do pecado.

  O cristão não pode ser adepto do Politicamente Correto. O cristão deve ser Integralmente Correto. De acordo com a sua ética cristã, o cristão não odeia e por isso ele não tem discurso de ódio. O cristão ama e por isso as suas atitudes são de amor. “Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos” (Jo 13.35).

 Que possamos transbordar o amor de Deus em nossas atitudes para com o próximo, mesmo acusando o pecado neste mundo que caminha à passos apressados para a perdição. Que apontemos sempre para Cristo pelo qual temos perdão, vida e salvação.

 

JMT 

Fontes:

https://www.youtube.com/watch?v=sVWVbEEonCQ

https://estudos.gospelmais.com.br/o-politicamente-correto-e-igreja.html

Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje. NTLH. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2007.