terça-feira, 30 de janeiro de 2018

160 anos de Imigração Alemã Pomerana...


 Em São Lourenço Sul os 160 ANOS DE IMIGRAÇÃO ALEMÃ-POMERANA no Sul do RS - Aconteceu no domingo, 21 de janeiro, nas dependências da COMUNIDADE EVANGÉLICA de PICADA MOINHOS, Coxilha do Barão, as festividades relativas à fundação da Colônia São Loureço e que aconteceu em 18 de janeiro de 1858. 
 A programação iniciou com: - CULTO ECUMÊNICO, reunindo ministros religiosos de quatro igrejas cristãs: P. Breno Dietrich (Comunidades Evangélicas Luteranas Independentes), P. Odacir Bündchen (IELB), Diácono Darci Levien (ICAR) e P. Reneu Prediger/Dietmar Teske (IECLB). Em suas mensagens fizeram uso dos seguintes textos bíblicos: Mc 1.14-20 (Diác Darci), Gn 1.27-31 (P. Odacir), Gn 12.1-3 (P. Reneu) e Ap 21.4-5 (P. Breno-em língua alemã). Membros das quatro igrejas participaram do Culto.
 Logo após houve PALESTRA ´o POVO POMERANO´, proferida pelo Prof. Dr. Carmo Thum da Universidade Federal de Rio Grande. O professor falou sobre a importância do povo pomerano, aqui do Sul do RS, também assumir a sua identidade enquanto grupo cultural, o que pomeranos de outras regiões do Brasil já fizeram. Que importância tem esta ´auto-declaração´ de pertencer ao povo pomerano? Na prática significa usufruir de políticas públicas e ter um tratamento especial como pertencente ao ´Povo Pomerano´ quanto ao cumprimento das exigências do CAR (Cadastro Ambiental Rural). Com mais esta palestra e esclarecimentos prestados pelo Prof. Carmo espera-se que mais pessoas preencham e assinem esta ´Auto-Declaração de pertença ao ´Povo Pomerano´. Os formulários, para preencher e assinar a declaração, podem ser solicitados nos cultos das comunidades religiosas.
 Após a Palestra as festividades relativas aos 160 anos de imigração alemã-pomerana seguiram com apresentações de Danças Folclóricas Alemãs, Café Colonial, Desfile de Carros Alegóricos, ´Ação entre Amigos´ e Baile com a Banda Rota Luminosa.

Texto e Fotos: Pr. Dietmar Teske

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Comunidade da Colônia Cerrito...


  Karl Baller e Guilherme (Wilhelm) Schuhmann fundaram em 29 de abril de 1869 a Comunidade Evangélica da Colônia Cerrito, sendo a mais antiga comunidade do município de Arroio do Padre-RS. 





Karl Baller nasceu a 13/8/1828 e faleceu a 3/10/1910. Tendo casado com Albertine Baller, nascida Träder (nascida a 27/9/1842 e falecida a 22/3/1920).

Wilhelm Schuhmann nasceu a 3/9/1842. Procedente da Pomerânia, emigrou no ano de 1869 tendo se dirigido à Picada Cerrito, então município de Pelotas. Faleceria a 23/3/1906, tendo sido sepultando no cemitério evangélico de Picada Cerrito (atualmente município de Arroio do Padre). Possivelmente sua esposa foi Bertha Schuhmann, nascida Strey (nascida a 19/7/1847 e falecida a 2/11/1919).

 


Fotos: Blog Povoadores de Pelotas
Informações:
HAMMES, Edilberto Luiz. Dicionário de Sobrenomes de origem alemã de São Lourenço do Sul e das colônias adjacentes. São Leopoldo, RS: Studio Zeus, 2017.

O que cremos sobre a Santa Ceia?

ESTUDO: O que cremos sobre a SANTA CEIA

“Cremos, ensinamos e confessamos que na Santa Ceia o Senhor Jesus Cristo, de acordo com sua Palavra, nos dá o seu corpo e sangue para remissão dos pecados. Os elementos materiais, pão e vinho, não se transformam em corpo e sangue. Mas por ordem e promessa de Deus, recebemos na Santa Ceia em, com e sob o pão e o vinho, o verdadeiro corpo e sangue de Cristo.1 Os que crêem, o recebem para fortalecimento de sua fé.2 Os que participam sem arrependimento e fé, recebem igualmente o verdadeiro corpo e sangue de Cristo, mas para juízo.3 A Santa Ceia é a mesa do Senhor onde recebemos conforto e consolo. Ela nos dá o perdão dos pecados e nos fortalece na esperança da ressurreição.

1. O QUE É A SANTA CEIA
– As palavras do próprio Jesus nos dizem claramente o que é a Santa Ceia: Mt 26.26-28;
– Não se entende pela razão, mas pela fé;
– a doutrina da Igreja Católica Romana – transubstanciação: pão transformado em corpo e vinho em sangue, pelas palavras do sacerdo- te. Mas: 1 Co 11.26 (ainda é pão e vinho);
– a doutrina das Igrejas reformadas (seguidoras de João Calvino): significação: pão significa corpo; etc. Mas: 1 Co 10.16.
– Quando há o corpo e sangue de Jesus com o pão e vinho? Na celebração da Ceia (no comer e beber): “Tomai, comei … bebei” (Mt 26.26s)
– isto não depende da fé do participante (ou do celebrante), mas da promessa de Cristo!

2. PROVEITO DA SANTA CEIA
– O corpo e sangue de Cristo são dados a todos que participam da Ceia celebrada conforme a instituição de Cristo. Mas só quem crê recebe os benefícios: perdão dos pecados, vida e salvação.
– O que é esta fé? Confiança nas palavras de Cristo: “Dado e derramado em favor de vós para remissão dos pecados”. Isto implica:
a) arrependimento perante Deus;
b) fé em Cristo como Salvador;
c) fé de que na Santa Ceia recebemos o corpo e sangue para nosso perdão.

3. O PARTICIPAR INDIGNO
– quem é “indigno” de ir à Ceia? De uma certa forma, qualquer pessoa! Mas Cristo nos convida (nos dá a dignidade – ao crermos nele). Indigno é quem não crê!
– Exemplos: falta de arrependimento; viver em pecado, sem querer corrigir-se; não crer na verdade bíblica sobre Cristo e a Santa Ceia.
– A comunhão “fechada” na Igreja Luterana: o objetivo é “evangélico”: para o bem dos parti- cipantes! Devem ser instruídos antes e confessar sua fé. O pastor é responsável (1 Co 4.1,2)
– Santa Ceia também é confissão de fé (1 Co 10.16,17)

4. AS BÊNÇÃOS DA SANTA CEIA
– perdão dos pecados, com tudo que o acompanha: fortalecimento na fé, conforto e consolo nas aflições, esperança, alegria da salvação, amor a Deus e ao próximo.

Fonte: Hora Luterana

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Advento...

Culto de Advento na Historic Trinity Lutheran Church - LCMS - Detroit,EUA

O Advento
 O Ano da Igreja começa com o Advento, período de preparação antes do Natal, iniciando no domingo mais próximo ao dia de Santo André, 30 de novembro, ou no quarto domingo antes do Natal. Este primeiro domingo do Advento não cede lugar a qualquer outra festa, mas os outros domingos do Advento podem ser substituídos por uma festa maior, como a festa da Dedicação da Igreja.

 Todos os três “adventos” de Cristo são mencionados nos próprios do Advento: seu advento na “plenitude do tempo”, seu advento em sua Palavra e Sacramentos e seu advento no final dos tempos.

 Embora este período seja penitencial, não é tão austero quanto a Quaresma. Durante este período, o Benedictus é dito no lugar Te Deum como o cântico dominical nas Matinas; o Gloria in Excelsis é omitido, exceto nos dias festivos; as flores não são colocadas sobre o altar, exceto no Terceiro Domingo (Gaudete) e em dias festivos; e o órgão é usado apenas para acompanhar a congregação e o coro. A Coleta para o Primeiro Domingo de Advento é dita após a Coleta do Dia em todos os cultos. Em Dias de Santos, a Coleta para o domingo anterior é adicionado como um memorial. Iniciando em 17 de dezembro, as grandes “Antífonas do Ó” são ditas antes e depois do Magnificat nas Vésperas e os sufrágios das Vésperas são omitidos. No Domingo, Segunda e Terça-feira Gaudete, paramentos de cor rosa podem ser usados no lugar dos paramentos de cor roxa. 

A coroa de Advento
 A iluminação de uma coroa do Advento, durante o período de Advento é uma cerimônia cristã que chegou até nós desde o tempo de Martinho Lutero. Assim como antes do nascimento de Cristo a luz da profecia a respeito de seu advento e sua obra redentora tornou-se cada vez mais brilhante, assim também, quanto mais perto nos aproximamos no Ano da Igreja da festa de sua Natividade, maior a quantidade de luz a brilhar na coroa de Advento. Esta cerimônia é útil para lembrar, examinar e ensinar o significado do Advento. A coroa de Advento pode ser feita com ramos verdes entrelaçados num aro de metal ou de madeira, formando, assim, uma coroa. A coroa pode ser pendurada no teto ou colocada sobre um pedestal. Um lugar apropriado para ela na igreja é diante do altar, pendurada no teto numa altura suficiente para caminhar embaixo. Por outro lado, ela pode ser colocada no lado norte ou sul do presbitério, preferencialmente no lado norte.

 No ofício das Vésperas no sábado antes do Primeiro Domingo do Advento e em todos os cultos ao longo da semana até a Véspera do próximo Domingo, uma vela é acesa. Na semana seguinte, duas, na terceira semana três, e na quarta semana até a Véspera de Natal, quatro. Ela é removida antes da Primeira Véspera do Natal. Uma profecia messiânica apropriada pode ser lida ao acender a coroa ou em uma das leituras nos ofícios diários.

Fonte: LANG, Paul H. D. Ceremony and Celebration. Saint Louis: Concordia Publishing House, 1965. p. 153-154.
Por Josemar da Silva Alves Bonho - Blog Teologia e Liturgia Luterana.

sábado, 25 de novembro de 2017

O Gênesis...

   "As Sagradas Escrituras ensinam, de modo incontestável, que todo o universo foi criado no espaço de seis dias de vinte e quatro horas cada um. É igualmente contrário à Escritura querer transformar os seis dias em um instante ou prolongá-los para períodos de milhões de anos. (Gn 1.31; 2.2; Êx 20.9,11): "Seis dias trabalharás. [...] Por que em seis dias fez o Senhor os céus e a terra." Uma vez que o relato autêntico de que dispomos acerca do milagre da criação (ser humano algum presenciou a criação e ninguém é capaz de mostrar, pelo mundo que atualmente existe, como ele surgiu), cumpre-nos considerar anticientífica presunção toda tentativa de corrigir ou suplementar o relato do Gênesis. A evolução propriamente dita é ateísta e imoral, ao passo que a evolução teísta não está de acordo nem com a Escritura nem com os princípios básicos da evolução verdadeira. NEGAR O CARÁTER INSPIRADO DO LIVRO DE GÊNESIS EQUIVALE A CONTRADIZER O TESTEMUNHO DO CRISTO DIVINO, ONISCIENTE, QUE TAMBÉM ACEITOU ESSE LIVRO COMO CANÔNICO.(Mt 19.4-6; Jo 5.39)"

John Theodore Mueller | Teólogo Luterano

O dia a dia do pastor...


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A Primeira Capela Luterana...

 Localizado as margens do Rio Elba, em Torgau - Alemanha, Hartenfels não está somente um impressionante castelo renascentista. Dentro dele encontra-se uma jóia da Reforma: a primeira Capela Luterana que foi construída no mundo.

 No ano de 1544, o eleitor da Saxônia, João Frederico, confessou sua Fé literalmente de forma concreta ao transformar uma ala de sua luxuosa mansão em uma Capela para o castelo.

 Nicholaus Gromann foi contratado como construtor e arquiteto para a renovação. Porém, Lutero e Cranach foram os que projetaram os elementos da arquitetura e da arte para confessar visualmente a Palavra e os Sacramentos como base para a Igreja de Cristo.

 Ao entrar na Capela, enxerga-se ao redor da porta de madeira, os sofrimentos de Cristo esculpidos em pedra. Já no seu interior percebe-se simplicidade e beleza, em um ambiente relativamente pequeno, mas aconchegante.

No púlpito, colocado na parede lateral, existem três imagens desenhadas por Cranach: Jesus e os apóstolos, Jesus perdoando a mulher adúltera e Jesus expulsando os comerciantes do Templo.

 O Altar é mais um capítulo à parte. A Mesa do Senhor é sustentada por quatro anjos esculpidos em pedra que transmitem uma belíssima imagem do Céu unindo-se com a terra por conta da Celebração da Ceia do Senhor. Uma bela Fonte Batismal e um Órgão suspenso completam esta Capela que é um marco na história da Reforma.

 A primeira Capela Luterana construída no mundo foi dedicada pelo bem-aventurado Dr. Martinho Lutero no dia 05 de Outubro de 1544, a quase 500 anos!

Fonte: Facebook Igreja Luterana Bom Pastor, Cariacica-ES.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mateus 25:31-46 ...

31 E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43 Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
44 Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.

Mateus 25:31-46 ACF
Imagem: Zimmermann, Walter. Christenlehre ein buch für die Evangeliches Jugend. Berlim:
Lutherisches VerlagsHaus, 1960.

Por que temos um crucifixo no Altar?...


 É muito comum encontrar em igrejas evangélicas a cruz vazia na fechada ou no espaço interno do templo, seja afixada na parede sobre o altar ou até mesmo no próprio altar. O que chama atenção de muitas pessoas ao entrarem na Igreja Luterana é ver sobre o altar um crucifixo (a cruz com a imagem do crucificado), mais frequente em igrejas católicas.

 Percebo que no meio evangélico existe falta de clareza sobre o assunto. Muitas igrejas defendem que sobre o altar deve apenas existir a cruz vazia, enquanto que outras defendem o uso do crucifixo. Há também os que defendem o “tanto faz”. Fato é que ambas as representações da cruz são válidas e tem o seu significado. A cruz vazia representa a ressurreição, ao passo que o crucifixo representa o sofrimento e a morte salvífica de Jesus Cristo pela humanidade.

 Martim Lutero e as igrejas luteranas sempre mantiveram o crucifixo. Manifestando-se contra o movimento iconoclasta (destruidor de imagens) liderado pelo seu antigo companheiro Andreas Karlstadt, Lutero se manifestou dizendo: “Deveríamos deixar nas igrejas, pelo menos um crucifixo (...) para ver, para testemunhar, para recordar-se, para significar”.

 Quem eliminou o crucifixo das igrejas, na época da Reforma Protestante, foram aqueles que aboliram todo e qualquer tipo de imagem das igrejas, por considerarem que estas feriam o segundo mandamento que trata de não fazer imagens da divindade (Êxodo 20.4). Os cristãos de origem reformada, sobretudo os seguidores de Zwínglio e Calvino foram por essa linha. Os cristãos luteranos, ao contrário, valorizavam muito as imagens (pinturas, esculturas) como forma de reforçar aquilo que era pregado e ensinado nas igrejas, não como objetos de veneração ou adoração, mas como instrumentos pedagógicos. Por isso, além do crucifixo, é comum encontrar nas igrejas luteranas vitrais coloridos.

 É importante lembrar que a imagem do Cristo crucificado para a espiritualidade evangélico-luterana também aparece em inúmeras pinturas produzidas nas décadas seguintes à Reforma. Uma das representações mais famosas está sobre o altar da igreja Saint Marien em Wittemberg, na Alemanha. Trata-se de uma representação do Cristo crucificado pintada por Lucas Cranach, amigo de Lutero. Na pintura vemos Lutero no púlpito com uma mão sobre a Bíblia e a outra apontada para o Cristo crucificado que está centralizado. Do outro lado da obra, está retratada a comunidade que olha para o Cristo e não para o pregador. A pintura revela muito da teologia luterana, pois o centro do Evangelho e de toda a pregação cristã está o Cristo crucificado.

 Lutero descobriu que somos aceitos por Deus através de Cristo crucificado. Nas palavras do reformador: “No Cristo crucificado é que estão a verdadeira teologia e o verdadeiro conhecimento de Deus”. O apóstolo Paulo mostra que essa salvação é loucura para o ser humano: “Mas nós anunciamos o Cristo crucificado - uma mensagem que para os judeus é ofensa e para os não judeus é loucura” (1 Co 1.23). Essa loucura da cruz é a doutrina cristã fundamental. Porque foi com sua morte na cruz que Cristo pagou por todos os nossos pecados e, ao ressuscitar, se tornou doador de perdão, vida plena e salvação para todos os que creem. Isto é o que chamamos de “Teologia Crucis” – base da teologia luterana. É a cruz que faz com que a Graça de Deus não seja barata, pois custou a vida de Jesus. Somos salvos pela graça, mas não foi de graça!

 Quando Lutero descobriu a salvação somente pela fé em Cristo, unicamente pela graça de Deus e revelada somente na escritura, ele também passou a pensar como Paulo: “Quando estive com vocês, resolvi esquecer tudo, a não ser Jesus Cristo e principalmente a sua morte na cruz” (1 Co 2.2). Por tudo isso, o crucifixo sobre o altar pode ser uma boa ajuda para a pregação e a compreensão do evangelho, chamada pelo apóstolo Paulo de a “palavra da cruz” (1 Co 1.18).

Por Pastor Gerson Acker

sábado, 23 de setembro de 2017

Luteranos de Pelotas-RS...

 A chegada dos imigrantes de origem pomerana ao sul da Província do Rio Grande do Sul esteve atrelada a colonização na chamada Serra dos Tapes, localizada no interior dos atuais municípios de São Lourenço do Sul e Pelotas. Várias tentativas de colonização tinham sido realizadas nessa área, especialmente por empresas particulares, porém, não obtiveram o sucesso esperado. Por outro lado, iniciativas como a do empresário alemão Jacob Rheigantz lograram êxito.

 Dotado de espírito empreendedor, Jacob Rheigantz, natural de Sponheim, Alemanha, investiu no desenvolvimento de atividades agropecuárias em áreas de matas. Em 1856, após ter obtido autorização do Governo Imperial,Rheigantz formou uma sociedade com o lourenciano Cel. José Antonio de Oliveira Guimarães, para a aquisição de terras destinadas aos núcleos coloniais.

 Os primeiros imigrantes assentados chegaram em 18 de janeiro de 1858, procedentes de Altona, Hannover, Saxônia, Hamburgo, Holstein, România, Osterfeld, Lübeck e da Pomerânia. Dessa última região, vieram os casais Gotllieb Heling (3 filhos), Wilhelm Zíbell (1 filho) e Joahann Zíbell (5 filhos), os quais deram origem à comunidade pomerana inserida nesse núcleo colonial.

 Posteriormente, foram se agregando novos contingentes de pomeranos ou de descendentes, oriundos de outras regiões do Brasil. Sendo assim , com a chegada dos imigrantes de origem pomerana ao sul da Província do Rio Grande do Sul ocorreu oficialmente em 18 de janeiro de 1858 com a fundação da Colônia de São Lourenço, na Serra do Tapes, em Pelotas. Querem outros que a primeira Colônia Alemã foi fundada em 1868, denominada Colônia Arroio do Padre, por Augusto Gerber e Guilherme Bauer, que possuía em 1900, 74 lotes com 67 famílias alemãs e um total de 385 pessoas.

 Dada as inúmeras dificuldades em que viviam os pomeranos em seu país de origem, formou-se grande expectativa em relação ao futuro que os esperava na nova pátria. Entretanto, as condições de infra-estrutura que os aguardavam eram extremamente precárias. Além de Pelotas e São Lourenço do Sul, os pomeranos formaram comunidades em Santa Cruz do Sul e São Leopoldo, e, ainda, nos Estados de Santa Catarina e Espírito Santo.

 Uma vez que tinham condições de produzir “em casa”, grande parte do que consumiam, comprando na própria comunidade quase tudo o de que necessitavam para complementar suas necessidades, o capital gerado pelos agricultores circulava exclusivamente na zona rural. As vendas coloniais ofereciam, além de gêneros alimentícios, também ferramentas, tecidos, utensílios domésticos, combustível, entre outros. Na própria colônia haviam serrarias e carpintarias que fabricavam móveis, carroças, caixões, janelas, portas, etc.

 O tipo de economia colonial implantada pelos imigrantes alemães, teve como característica marcante o estabelecimento da policultura a qual, segundo a tradição alemã, deveria solidificar o caráter independente dos colonos. Ao lado disso, o trabalho familiar serviria para reforçar essa idéia de independência, uma vez que não se utilizava mão-de-obra externa entre os colonos. Todos os membros da família envolviam-se nas tarefas domésticas e na produção agrícola a fim de alcançar a autonomia econômica. Não obstante, foi essa mesma organização, formada nos núcleos coloniais auto-suficientes, que originou novas formas de convivência entre os colonos. Em grande parte desses núcleos, os imigrantes tentaram recriar a noção de Heimat (pátria).

 Em agosto de 1942, quando o afundamento de navios brasileiros por submarinos alemães gerou uma onda de revolta contra a comunidade teuto-brasileira no sul do país. Desde 1938 com a Campanha de nacionalização, o Estado Novo de Getúlio Vargas visava diminuir a influência das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira. Em 1939 novas medidas foram implementadas: a proibição de falar idiomas estrangeiros em público, inclusive durante cerimônias religiosas (o Exército deveria fiscalizar as "zonas de colonização estrangeira"). As associações culturais e recreativas tiveram de encerrar todas as atividades que pudessem estar associadas a outras culturas.

 Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, ao lado dos Aliados (entre os principais representantes estavam o Reino Unido,França, Rússia e Estados Unidos), foi intensificada a repressão, com restrições às liberdades individuais: necessidade de autorização para viajar dentro do país; apreensão de livros, revistas, jornais e documentos, com destruição de parte da memória histórica da imigração, e eventual prisão daqueles que não falassem português.

 Em agosto de 1942, em Pelotas, as ruas da cidade foram tomadas por uma turba enfurecida, que atacou violentamente casas comerciais, de teuto-brasileiros e imigrantes alemães. A Igreja de São João no Passo do Santana, em Cerrito, teve seu templo invadido e sua torre dinamitada. Além do prédio ter sido incendiado logo após. Durante este ataque o agricultor Pedro Guilherme Antônio Steffen Munsberg foi aprisionado, levado para Pelotas onde foi torturado e morto nas dependências da Delegacia de Polícia. Com o final da guerra, a igreja passou a ser um símbolo da perseguição contra os alemães e a localidade acabou incorporando seu triste apelido: Igreja Queimada. Parte dos objetos litúrgicos que foram saqueados da Igreja Luterana São João, na cidade de Pelotas, ficaram com a Cúria católica durante a Guerra. Os cultos luteranos foram proibidos e em Rio Grande a igreja se transformou em posto policial.

 A região de Pelotas vivenciou um processo de colonização atípico, pois os imigrantes alemães foram fixados de forma descontínua, entre colônias de outras etnias, na periferia de um município luso-brasileiro. Esse foi um dos fatores de maior vulnerabilidade dos “alemães”, na parte meridional do Rio Grande do Sul, durante as perseguições características da Segunda Guerra Mundial no Brasil. Devido a proibição dos colonos se deslocarem livremente para a sede do município, ficaram praticamente presos nas colônias. A existência de uma forte estrutura militar, policial, eclesiástica católica e administrativa, dominada pelos luso-brasileiros no município agravou esses problemas.

 Em Pelotas, podemos destacar a Cervejaria Ritter, de Carlos Ritter, e a Cervejaria Sul-Riograndense, de Leopoldo Haerthel, como principais indústrias de descendentes de imigrantes alemães na cidade. Tendo ambas as empresas, o auge produtivo no final do século XIX e início do XX.

Foto: Comunidade Evangélica São João. Fundada por descendentes de imigrantes alemães, em 20 de outubro de 1888, a Comunidade Evangélica São João se estabeleceu próximo ao atual Parque Dom Antônio Zattera, na rua XV de Novembro.

Fonte:

http://www.diariopopular.com.br/tudo/index.php…

http://srv-net.diariopopular.com.br/20_03_05/ag150301.html

http://familiaronnau.webnode.com.br/…/as%20violências%20co…/

http://www.ufpel.tche.br/…/historia_em_revista_07_Giancarla…

http://pelotascronicasurbanas.files.wordpress.com/…/breve-h…

BATISMO...


“Com que palavras nós relembramos regularmente nosso Batismo?

  As palavras em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo da forma batismal (Mt 28.19), conhecidas como a invocação da Trindade. Pelo repetir essas palavras, na igreja ou para nós mesmos, chamamos, reivindicamos e confessamos diante do céu, da terra e do inferno tudo aquilo que Deus, a Santíssima Trindade, nos deu no Santo Batismo. Isso nos dá a certeza que o apóstolo Paulo expressa em Romanos 8.38 e 39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Catecismo Menor de Martinho Lutero

Imagem: Zimmermann, Walter. Christenlehre ein buch für die Evangeliches Jugend. Berlim:
Lutherisches VerlagsHaus, 1960.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Comunidades Luteranas...

Comunidade Evangélica Luterana do Triunfo - Pelotas. (IELB)

Comunidade Evangélica "Paz" de Nova Gonçalves - Canguçu. (IECLB)

Comunidade Evangélica Luterana Independente "São Mateus" - Harmonia - SLS. (CL)]


Comunidade Evangélica Luterana Independente "São Pedro" de Campos Quevedos - SLS. (IELI)


Comunidade Evangélica Luterana Independente "São João" de Campos Quevedos - SLS. (IELI)
Antigo e novo templo.