sábado, 23 de setembro de 2017

Luteranos de Pelotas-RS...

 A chegada dos imigrantes de origem pomerana ao sul da Província do Rio Grande do Sul esteve atrelada a colonização na chamada Serra dos Tapes, localizada no interior dos atuais municípios de São Lourenço do Sul e Pelotas. Várias tentativas de colonização tinham sido realizadas nessa área, especialmente por empresas particulares, porém, não obtiveram o sucesso esperado. Por outro lado, iniciativas como a do empresário alemão Jacob Rheigantz lograram êxito.

 Dotado de espírito empreendedor, Jacob Rheigantz, natural de Sponheim, Alemanha, investiu no desenvolvimento de atividades agropecuárias em áreas de matas. Em 1856, após ter obtido autorização do Governo Imperial,Rheigantz formou uma sociedade com o lourenciano Cel. José Antonio de Oliveira Guimarães, para a aquisição de terras destinadas aos núcleos coloniais.

 Os primeiros imigrantes assentados chegaram em 18 de janeiro de 1858, procedentes de Altona, Hannover, Saxônia, Hamburgo, Holstein, România, Osterfeld, Lübeck e da Pomerânia. Dessa última região, vieram os casais Gotllieb Heling (3 filhos), Wilhelm Zíbell (1 filho) e Joahann Zíbell (5 filhos), os quais deram origem à comunidade pomerana inserida nesse núcleo colonial.

 Posteriormente, foram se agregando novos contingentes de pomeranos ou de descendentes, oriundos de outras regiões do Brasil. Sendo assim , com a chegada dos imigrantes de origem pomerana ao sul da Província do Rio Grande do Sul ocorreu oficialmente em 18 de janeiro de 1858 com a fundação da Colônia de São Lourenço, na Serra do Tapes, em Pelotas. Querem outros que a primeira Colônia Alemã foi fundada em 1868, denominada Colônia Arroio do Padre, por Augusto Gerber e Guilherme Bauer, que possuía em 1900, 74 lotes com 67 famílias alemãs e um total de 385 pessoas.

 Dada as inúmeras dificuldades em que viviam os pomeranos em seu país de origem, formou-se grande expectativa em relação ao futuro que os esperava na nova pátria. Entretanto, as condições de infra-estrutura que os aguardavam eram extremamente precárias. Além de Pelotas e São Lourenço do Sul, os pomeranos formaram comunidades em Santa Cruz do Sul e São Leopoldo, e, ainda, nos Estados de Santa Catarina e Espírito Santo.

 Uma vez que tinham condições de produzir “em casa”, grande parte do que consumiam, comprando na própria comunidade quase tudo o de que necessitavam para complementar suas necessidades, o capital gerado pelos agricultores circulava exclusivamente na zona rural. As vendas coloniais ofereciam, além de gêneros alimentícios, também ferramentas, tecidos, utensílios domésticos, combustível, entre outros. Na própria colônia haviam serrarias e carpintarias que fabricavam móveis, carroças, caixões, janelas, portas, etc.

 O tipo de economia colonial implantada pelos imigrantes alemães, teve como característica marcante o estabelecimento da policultura a qual, segundo a tradição alemã, deveria solidificar o caráter independente dos colonos. Ao lado disso, o trabalho familiar serviria para reforçar essa idéia de independência, uma vez que não se utilizava mão-de-obra externa entre os colonos. Todos os membros da família envolviam-se nas tarefas domésticas e na produção agrícola a fim de alcançar a autonomia econômica. Não obstante, foi essa mesma organização, formada nos núcleos coloniais auto-suficientes, que originou novas formas de convivência entre os colonos. Em grande parte desses núcleos, os imigrantes tentaram recriar a noção de Heimat (pátria).

 Em agosto de 1942, quando o afundamento de navios brasileiros por submarinos alemães gerou uma onda de revolta contra a comunidade teuto-brasileira no sul do país. Desde 1938 com a Campanha de nacionalização, o Estado Novo de Getúlio Vargas visava diminuir a influência das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira. Em 1939 novas medidas foram implementadas: a proibição de falar idiomas estrangeiros em público, inclusive durante cerimônias religiosas (o Exército deveria fiscalizar as "zonas de colonização estrangeira"). As associações culturais e recreativas tiveram de encerrar todas as atividades que pudessem estar associadas a outras culturas.

 Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, ao lado dos Aliados (entre os principais representantes estavam o Reino Unido,França, Rússia e Estados Unidos), foi intensificada a repressão, com restrições às liberdades individuais: necessidade de autorização para viajar dentro do país; apreensão de livros, revistas, jornais e documentos, com destruição de parte da memória histórica da imigração, e eventual prisão daqueles que não falassem português.

 Em agosto de 1942, em Pelotas, as ruas da cidade foram tomadas por uma turba enfurecida, que atacou violentamente casas comerciais, de teuto-brasileiros e imigrantes alemães. A Igreja de São João no Passo do Santana, em Cerrito, teve seu templo invadido e sua torre dinamitada. Além do prédio ter sido incendiado logo após. Durante este ataque o agricultor Pedro Guilherme Antônio Steffen Munsberg foi aprisionado, levado para Pelotas onde foi torturado e morto nas dependências da Delegacia de Polícia. Com o final da guerra, a igreja passou a ser um símbolo da perseguição contra os alemães e a localidade acabou incorporando seu triste apelido: Igreja Queimada. Parte dos objetos litúrgicos que foram saqueados da Igreja Luterana São João, na cidade de Pelotas, ficaram com a Cúria católica durante a Guerra. Os cultos luteranos foram proibidos e em Rio Grande a igreja se transformou em posto policial.

 A região de Pelotas vivenciou um processo de colonização atípico, pois os imigrantes alemães foram fixados de forma descontínua, entre colônias de outras etnias, na periferia de um município luso-brasileiro. Esse foi um dos fatores de maior vulnerabilidade dos “alemães”, na parte meridional do Rio Grande do Sul, durante as perseguições características da Segunda Guerra Mundial no Brasil. Devido a proibição dos colonos se deslocarem livremente para a sede do município, ficaram praticamente presos nas colônias. A existência de uma forte estrutura militar, policial, eclesiástica católica e administrativa, dominada pelos luso-brasileiros no município agravou esses problemas.

 Em Pelotas, podemos destacar a Cervejaria Ritter, de Carlos Ritter, e a Cervejaria Sul-Riograndense, de Leopoldo Haerthel, como principais indústrias de descendentes de imigrantes alemães na cidade. Tendo ambas as empresas, o auge produtivo no final do século XIX e início do XX.

Foto: Comunidade Evangélica São João. Fundada por descendentes de imigrantes alemães, em 20 de outubro de 1888, a Comunidade Evangélica São João se estabeleceu próximo ao atual Parque Dom Antônio Zattera, na rua XV de Novembro.

Fonte:

http://www.diariopopular.com.br/tudo/index.php…

http://srv-net.diariopopular.com.br/20_03_05/ag150301.html

http://familiaronnau.webnode.com.br/…/as%20violências%20co…/

http://www.ufpel.tche.br/…/historia_em_revista_07_Giancarla…

http://pelotascronicasurbanas.files.wordpress.com/…/breve-h…

BATISMO...


“Com que palavras nós relembramos regularmente nosso Batismo?

  As palavras em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo da forma batismal (Mt 28.19), conhecidas como a invocação da Trindade. Pelo repetir essas palavras, na igreja ou para nós mesmos, chamamos, reivindicamos e confessamos diante do céu, da terra e do inferno tudo aquilo que Deus, a Santíssima Trindade, nos deu no Santo Batismo. Isso nos dá a certeza que o apóstolo Paulo expressa em Romanos 8.38 e 39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Catecismo Menor de Martinho Lutero

Imagem: Zimmermann, Walter. Christenlehre ein buch für die Evangeliches Jugend. Berlim:
Lutherisches VerlagsHaus, 1960.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Comunidades Luteranas...

Comunidade Evangélica Luterana do Triunfo - Pelotas. (IELB)

Comunidade Evangélica "Paz" de Nova Gonçalves - Canguçu. (IECLB)

Comunidade Evangélica Luterana Independente "São Mateus" - Harmonia - SLS. (CL)]


Comunidade Evangélica Luterana Independente "São Pedro" de Campos Quevedos - SLS. (IELI)


Comunidade Evangélica Luterana Independente "São João" de Campos Quevedos - SLS. (IELI)
Antigo e novo templo.



domingo, 11 de junho de 2017

Pastor ADOLFO STEINLE...

 Pastor ADOLFO STEINLE

Nasceu em 30-05-1874 na Alemanha
Faleceu em 25-07-1941 em Pelotas-RS

Atuou como Professor e Pastor Evangélico. Foi
Presidente das Uniões Coloniais do Rio Grande do Sul. Atuou também como Subprefeito do 6º Distrito (Santa Silvana), na gestão do Prefeito Barbedo em Pelotas.


Está sepultado no Cemitério da localidade do Rincão do Andrade, no Distrito do Quilombo (7º distrito), no Município de Pelotas.

Nesta foto, o Pastor Adolfo Steinle está ao lado do Pastor Ernesto Koschier. Ambos atendiam a Comunidade Evang. Santa Isabel em Cerrito Alegre, Pelotas.

Pesquisa: Juliano Timm


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Pastor CARLOS ALBERTO GERI...

Pastor CARLOS ALBERTO GERI

Nasceu em 28-06-1877
Faleceu em 19-02-1948

Atuou como Pastor livre em comunidades do interior de São Lourenço do Sul,RS.

Está sepultado no cemitério da Comunidade Evangélica Luterana Independente São Mateus de Pinheiros, SLS, comunidade onde foi professor e pastor.





Referências:
MÜLLER, Armindo L. O protestantismo em Terras Gaúchas. Porto Alegre: Edições EST, 2003, 79 p.
Foto e Pesquisa: Juliano Timm

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Livro de Orações Fortes...

 Este é um exemplar do "Livro de Orações Fortes" (em alemão: Das Buch mit den starken Gebeten). Este exemplar estava para doação no seminário e acabei pegando sem saber do que se tratava. É um livro de orações escrito pelo pastor Johann Friedrich Starck que nasceu em 10/10/1680 e foi pastor em Frankfurt no Meno. Starck é o nome do pastor que escreveu o livro de orações. Starck, que em alemão significa forte, deu origem ao termo: orações ou rezas fortes. O livro passou a ser usado por benzedores, que pouco entendiam do conteúdo. Esse Livro de orações chegou ao Brasil com alguns imigrantes que o usavam em suas devoções diárias e em ocasiões especiais. Consta no título que ele deve ser usado diariamente em dias bons e maus. Ele contém textos de animação e encorajamento, orações e hinos para pessoas saudáveis, depressivas, e doentes. Contém palavras especiais, lamentos e orações para serem falados junto aos moribundos. Também contém devocionais para ocasiões festivas e situações especiais. 
 Esse livro foi muito usado durante quase trezentos anos, teve muitas edições e foi muito útil para os nossos antepassados, tanto na Alemanha como aqui no Brasil, principalmente no início da imigração alemã, quando não havia assistência espiritual suficiente. As orações são sóbrias e profundas, oferecem consolo e encorajamento nas mais diferentes situações da vida.  
 Infelizmente, esse livro foi totalmente deturpado em seu uso, tanto aqui como na Alemanha do século XIX. Mas vale destacar a sua importância histórica. 

Referências:
Weingärtner, Nelso. Mundo da Superstição: orientação para a vida de fé. São Leopoldo: Sinodal, 2014.
Foto: Juliano Timm - Acervo Particular

terça-feira, 6 de junho de 2017

Pastor JOÃO GUILHERME BRANDT...

Pastor JOÃO GUILHERME BRANDT

Nasceu em 10 - 04 - 1880
Faleceu em 14 - 07 - 1964

Atuou como Pastor livre em comunidades do interior de São Lourenço do Sul-RS

Seu filho e seu neto também atuaram como pastores.

Morou ao lado da Comunidade Evangélica Luterana Independente São Pedro de Campos Quevedos, São Lourenço do Sul. Está sepultado no cemitério desta comunidade.

Pesquisa e foto: Juliano Timm

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Comunidades Luteranas do interior de São Lourenço do Sul...

Comunidade Evangélica Luterana "Cristo Salvador" de Campos Quevedos - IELB

Comunidade Evangélica "Boa Esperança" - Picada Esperança - IECLB

Comunidade Evangélica "Menino Jesus" - Pinheiros - IECLB


Comunidade Evangélica Evaristo I - IECLB

Comunidade Evangélica "São Paulo" - Santa Tereza - IECLB

Comunidade Evangélica "Martim Lutero" - Picada Socorro - IECLB

Comunidade Evangélica Lut. Independente "Cristo, Caminho, Verdade e Vida" - Formosa - CL

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Comunidade Evangélica de Evaristo II...

     Em 01 de dezembro de 1885, foi concretizado o sonho de construir a primeira igreja (Foto 1). A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Evaristo II é comunidade-mãe de duas outras comunidades: em 1976, 20 membros se transferiram e fundaram a Comunidade Evangélica de Canta Galo (Paróquia Evangélica da Boa Vista - IECLB); e no ano de 1997, 62 membros construíram sua igreja, fundando a comunidade Evangélica Menino Jesus – Pinheiros.

 Desde 1996, a liderança da comunidade e os próprios membros manifestavam o desejo de construir um novo templo, pois o velho, que foi construído no tempo de Freiegemeinde (Comunidade Livre) possuía rachaduras, infiltrações, e, a madeira se deteriorara.
 No ano de 1998, mais precisamente no dia 20 de setembro, foi lançada a Pedra Fundamental desta nova Igreja, com a presença do Pastor Vice-Sinodal do Sínodo Sul-Riograndense da IECLB, Ruben Adelar Bonato. Em 15.09.2002 ocorreu, com a presença do Pastor Sinodal Jorge Antônio Signorini, a inauguração deste novo templo com torre (Foto 2)e em 14.09.2003 em culto solene e festivo foi inaugurado o sino. Este novo templo tem 8,5m de frente e 17m de comprimento lateral, totalizando 144,5 m2 de área construída.
 Esta Comunidade conta hoje com 90 famílias. De origem Pomerana, na sua grande maioria pequenos agricultores. Na comunidade funciona um bom grupo de Culto Infantil. 
 A comunidade recuperou a igreja velha para usar como local de encontro de grupos e como capela mortuária aos velórios. A comunidade pretende conservar o antigo templo levando em consideração o seu valor histórico, e importância como primeiro ambiente de culto da comunidade. O templo antigo possui cerca de 100 anos e é um patrimônio histórico da comunidade luterana de Evaristo em São Lourenço do Sul.
Novo Templo

Altar do antigo templo


"A paz esteja com você."

Oração pelo Pastor...

Ó onipotente e eterno Deus, que, pelo teu querido Filho, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nos ordenaste que pedíssemos fiéis obreiros para a tua seara. Suplico-te de todo o meu coração em favor de meu pregador e pastor, para que abra a sua boca cheio de alegria, pregando a tua santa Palavra retamente. Que ele se levante com intrepidez contra qualquer doutrina errônea e contra qualquer abuso, anunciando sempre o mistério do teu Evangelho, instruindo e falando na tua igreja de maneira própria, com toda a ousadia, para que eu e todos os meus amados irmãos, congregados comigo na igreja, sejamos confortados pelo teu Espírito Santo, vivamos na presente vida em tua obediência e sejamos salvos por toda a eternidade, mediante o teu Filho Jesus Cristo. Amém.

Fonte: Livro Pequeno Tesouro de Orações, pág. 38
Editora Concórdia

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Dietrich Bonhoeffer...

1. De bons poderes fiel e em paz cercado,
tranquilo consolado, sem pesar,
ao vosso lado nestes dias quero
estar, convosco em ano novo entrar.
Maravilhosamente bem guardados,
confiantes esperamos o porvir.
De noite e dia em Deus aconchegados
e assim em cada dia que surgir.
2. Ainda nos oprimem dias idos,
fantasmas do passado sobrevêm.
Ó Deus, concede aos homens desvalidos
a salvação que guarda lá no além.
3. E caso o amargo cálice servires,
de sofrimento a transbordar, então
mui gratos, sem tremer, conforme o queres,
o recebemos de tua boa mão.
4. Porém, se queres dar-nos alegrias
no mundo, ainda, com o seu fulgor,
então lembrar queremos idos dias,
e a vida tua só será, Senhor.
5. E que ardam hoje cálidas as velas
que vieste em nossas trevas acender.
E a todos nós reúne – que o concedas!
A noite tua luz há de vencer.
6. E quando agora a calma nos envolve,
do mundo ouçamos o celeste som
que imperceptível sobre nós se estende,
dos filhos teus a glória em alto tom.


Autor da letra: Dietrich Bonhoeffer 
Autor da melodia: Siegfried Fietz 
Versão: Ilson Kayser
Comentário e Reflexão: Leonhard Creutzberg

Comunidades Luteranas...

Comunidade Evangélica de Confissão Luterana "São Pedro" - IECLB
 Coxilha do Cavalheiros - Canguçu-RS

Comunidade Evangélica Lut. Independente de São Domingos II - CL
 Colônia São Domingos - Morro Redondo-RS

Comunidade Evangélica Luterana Independente "Boa União"- CL 
 São Geraldo - Cristal-RS

Comunidade Evangélica Luterana Independente "União" - CL
Boa Vista - Camaquã-RS

sábado, 26 de novembro de 2016

Morcegos x Igreja...

Confirmação
Morcego versus Igreja
Os morcegos fogem da luz por instinto natural.

CONFIRMAÇÃO. É um rito da Igreja Luterana. É uma celebração de louvor a Deus. A Congregação reconhece as bênçãos espirituais concedidas aos confirmandos, particularmente, durante o período da instrução. A Congregação louva a Deus e intercede para que o Espírito Santo habilite estes adolescentes a permanecerem fiéis na fé e a crescer no conhecimento do Salvador Jesus Cristo.

 No decorrer desta celebração, estes adolescentes confessam a fé na qual foram batizados e, posteriormente, instruídos. Confessam que a Bíblia é a Palavra de Deus e que o ensino da Igreja Luterana está fundamentado nela. Prometem permanecer fiéis ao Deus Triúno, com a ajuda do Espírito Santo. E afirmam dirigir a sua vida conforme os ensinamentos bíblicos, a continuar perseverantes no estudo da Palavra e a participar freqüentemente da Comunhão - A Santa Ceia.

 Será que todos permanecem fieis ao que prometem perante Deus?

 Três reverendos falavam de suas tentativas no combate aos morcegos que infestavam o forro das suas igrejas. O primeiro falou: “Comprei uma espingarda de pressão, mas o resultado que obtive foi um teto perfurado pelos chumbinhos.” O segundo disse: “Apanhei-os e coloquei-os num saco, amarrei-os bem e joguei-os num penhasco longe daqui. Mas, para minha decepção, os morcegos conseguiram libertar-se e retornar.” Então falou o terceiro reverendo: “Peguei os morcegos, batizei-os e confirmei-os. Depois disso, não os vi mais aqui na igreja.”

 Esta anedota retrata o que acontece com uma boa porcentagem dos jovens confirmados. São aqueles jovens que encaram a sua Confirmação apenas como um rito tradicional e social. Uma vez cumprido o compromisso da instrução e participado do festivo Culto de Confirmação, acham que nada mais têm a fazer ou a receber na Igreja. Que grande engano! E que desastroso pensamento!

 Confirmação não significa despedida da igreja. Muito pelo contrário, é a continuação na igreja e, agora, com uma participação plena. Afinal, o jovem confirmado assume a fé em Cristo Jesus publicamente e faz a promessa de vive-la por toda a sua vida, sob o auxílio do Espírito Santo.

“Portanto, vejam bem como vivem. Não vivam como ignorantes, mas como sábios. Não ajam como pessoas sem juízo, mas procurem entender o que o Senhor quer que vocês façam.” Ef. 5.15,17. “E guardem o que vocês têm, para que ninguém roube de vocês o prêmio da vitória.” Ap. 3.11.

Pastor Alaor
Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº316

Pastora Paula 
Para os confirmandos da IECLB 
Comunidade Bom Pastor de Bento Gonçalves - Paroquia de Farroupilha RS.